Princípio da Especificidade:
“(...) estímulos específicos produzirão correspondentes adaptações específicas.”, ou seja, o corpo se adapta ao estímulo produzido pelo exercício, isso provoca o desenvolvimento exclusivamente numa parte do corpo, porém sem deixar de trabalhar os outros músculos do corpo, como iremos ver, todo exercício praticado com frequência traz benefícios à saúde do atleta, como por exemplo, a prevenção de ataques cardíacos, colesterol e tensão arterial elevados, e doenças cardiovasculares em geral.
É possível dar exemplos de como esse princípio atinge o mundo esportivo, um atleta, profissional ou não, de basquete, por exemplo, tem de trabalhar especificamente os músculos do braço, para ter de fazer menos esforço na hora do arremesso, ou em outros momentos que ele necessite de força nos membros superiores, assim como um jogador de futebol tem que treinar a musculatura da perna, para ter mais explosão numa corrida ou para realizar um chute mais forte, isso nos deixa concluir que os estímulos em “áreas” específicas trazem resultados e adaptações também específicas ao corpo.
Opinião sobre o Plano Nacional de Atividades Físicas:
É de extrema importância que os nossos governantes tenham essa boa vontade para desenvolver um projeto como esse, pois é um programa como esse que pode mudar a condição sedentária em que a maioria da população se encontra.
Relação entre Doenças crônicas e atividades físicas
A expansão das doenças crônicas é fruto dos processos de industrialização, urbanismo, desenvolvimento econômico e globalização alimentar, que resultam em:Alteração das dietas alimentares;Aumento dos hábitos sedentários;Os ataques cardíacos e os enfartes do miocárdio matam cerca de 12 milhões de pessoas por ano. A hipertensão e outras doenças cardíacas matam, por sua vez, 3,9 milhões de pessoas. Cerca de 75 por cento das doenças cardiovasculares são atribuíveis a: Colesterol elevado;Tensão arterial elevada;Dieta pobre em frutas e vegetais;Sedentarismo;
Através da alteração do seu estilo de vida, em pouco tempo é possível reduzir o risco de desenvolver uma doença crônica.
Alterando a dieta alimentar – privilegiar frutas, vegetais, frutos secos e cereais integrais; substituir as gorduras animais saturadas por gorduras vegetais insaturadas; reduzir as doses de alimentos salgados e doces;Iniciando a prática de exercício físico diário;Mantendo um peso normal – Índice de Massa Corporal entre 18,5 e 24,9.Já está comprovado que as intervenções comportamentais sustentadas são eficazes na redução dos fatores de risco para a população. Mais de 80 por cento dos casos de ocorrência de doenças cardíacas coronárias, 90 por cento dos casos de diabetes de tipo 2 e de um terço das ocorrências de cancro podem ser evitados através da alteração dos hábitos alimentares, do aumento de atividade física e do abandono do tabagismo. Isso prova que a prática de exercícios físicos, aliada a uma dieta alimentar equilibrada e a outros cuidados, pode diminuir a chance de desenvolver doenças crônicas.
Leia este artigo que foi publicado na revista Superinteressante:
Superinteressante
Demita seu médico
A ciência descobre que ter saúde é simples e requer pouco esforço. Conheça os truques que garantem uma vida longe das doenças
Rafael Kenski
A medicina passou por uma grande revolução na última década. Enquanto o Projeto Genoma, as invenções do Prozac e do Viagra e os transplantes milagrosos preenchiam as manchetes, descobertas simples e de grande impacto transformavam a maneira como os médicos tratavam os problemas de saúde e tentavam evitá-los. Foi preciso que surgissem medicamentos para alguns dos males que mais atacam a humanidade – hipertensão, derrame, diabete, depressão – para perceber que esses problemas podem ser curados antes mesmo que apareçam, e sem precisar de remédio nenhum. "Até então, os médicos esperavam a doença surgir para depois medicá-la. Hoje, os profissionais de saúde estão mais preocupados em promover saúde que em eliminar a doença", afirma o médico Victor Matsudo, do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs), em São Paulo.
O que causou essa mudança? "Foi uma evolução natural da medicina", diz Michael Pratt, chefe da divisão de atividade física e nutrição do Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos. As doenças que mais preocupavam há 100 anos eram infecções como poliomielite, tétano ou sarampo e foram drasticamente reduzidas com a utilização de vacinas e antibióticos. Por outro lado, doenças decorrentes do estilo de vida atual subiram ao topo do ranking entre os agentes que mais matam, não importa a origem ou a classe social.
"Descobrimos que prevenir as doenças crônicas é muito mais fácil do que imaginávamos", afirma Pratt. Não é preciso ser nutricionista para ter uma alimentação adequada, nem esportista profissional para ter boa aptidão física. Na verdade, os melhores resultados requerem muito pouco esforço e precisam apenas de medidas que faziam parte do nosso dia-a-dia há algumas décadas, mas que o estilo de vida na sociedade pós-industrial tratou de eliminar. Ao mesmo tempo, a importância da ingestão de remédios está sendo revista. Percebeu-se que utilizar medicamentos, em muitos casos, faz mais mal do que bem.
Nas páginas a seguir você verá qual é esse novo retrato da medicina. Se tudo der certo, é possível que os remédios e curas espetaculares que aparecerão nas próximas décadas não impressionem mais ninguém. O que chamará atenção é o fato de alguém ficar doente.
(...) Exercícios - Saúde em atividade mínima
Você faz há 20 anos o mesmo exercício para melhorar a saúde? Continue fazendo, mas esqueça tudo o que lhe ensinaram naquela época sobre atividade física. Pesquisas feitas nos últimos dez anos revolucionaram todos os conceitos que ligavam os esportes à saúde e trouxeram boas e más notícias. A má é que as doenças causadas pela falta de exercícios são mais graves e mais disseminadas do que imaginávamos. A boa é que preveni-las é extremamente fácil.
Só em 1992, a Organização Mundial de Saúde reconheceu o sedentarismo como um mal em si. Até então, ele era apenas um fator que contribuía para doenças como obesidade, diabete, colesterol alto e hipertensão. Quando a falta de exercício físico foi analisada de forma independente, percebeu-se que ela figurava entre os piores flagelos da humanidade. Um estudo coordenado por Michael Pratt mostrou que as doenças causadas pelo sedentarismo consomem por ano 76 bilhões de dólares, o equivalente a 70% dos gastos hospitalares mundiais. "O prejuízo que a falta de atividade física traz para o Brasil é semelhante ao encontrado nos países desenvolvidos", diz Pratt.
Em 1995, um estudo feito com mais de 20 mil pessoas mostrou que um obeso que faz exercícios tem uma expectativa de vida maior do que um sedentário com o peso correto. Em seguida, cientistas mostraram que indivíduos com problema de excesso de colesterol, com diabete ou com hipertensão que são ativos morrem menos do que sedentários que não possuem nenhum desses males. O sedentarismo só não mata mais do que o cigarro – quem fuma, mas se exercita, tem a mesma chance de ter doenças crônicas que um não-fumante que fica parado dentro de casa. "A diferença é que o número de pessoas que não fazem atividade física é muito maior que o de fumantes, o que torna o sedentarismo a maior epidemia do mundo", afirma Victor Matsudo, do Celafiscs.
A lista de enfermidades causadas pela simples preguiça de se movimentar inclui ainda derrames, câncer de cólon, fraturas e artrites. Há também o perigo de doenças mentais. "Além de causar depressão, descobriu-se que o sedentarismo aumenta a probabilidade de a pessoa cometer suicídio", diz Victor Matsudo.
O que fazer
A descoberta dos malefícios da falta de exercício fez os cientistas esquecerem a idéia de preparo físico e a busca por melhores desempenhos e se perguntarem simplesmente o que é preciso fazer para evitar doenças. A resposta foi surpreendente: bastam 30 minutos de atividade física por dia, cinco vezes por semana. A intensidade não importa. Vale qualquer exercício capaz de fazer o seu metabolismo funcionar mais rápido do que em uma situação de descanso, desde caminhar e jogar futebol até lavar janelas e subir escadas. Fazer sexo também entra na lista.
Essa descoberta já foi o suficiente para aposentar os princípios da "educação física verde-oliva" – a idéia de que exercício bom era aquele que levava o corpo ao limite, tal como a preparação de soldados para a guerra – e diminuir a importância daqueles exercícios sérios e calculados dos anos 70 que deram origem às academias, bicicletas ergométricas e esteiras. O golpe final veio quando se percebeu que os 30 minutos de atividade diária poderiam ser divididos em três sessões de dez minutos, com resultados praticamente iguais. Ou seja, caminhar até a padaria de manhã, até o restaurante na hora do almoço e descer um ponto de ônibus antes ao voltar para casa garantem a saúde de qualquer um. Não é mais preciso pagar academias nem ter um planejamento detalhado de atividades físicas.
Quem optar por exercícios sérios, no entanto, só tem a ganhar. Meia hora de atividade física por dia é o limite a partir do qual surgem os benefícios à saúde, mas quem prolongar ou aumentar a intensidade dos esforços terá mais vantagens. O único problema é que exercícios intensos aumentam a pressão sobre músculos e ossos e podem levar a lesões que afastam a pessoa da atividade física. "Muitas vezes, o benefício à saúde de um treinamento de alta performance é nulo. O atleta ganha preparo físico no mesmo ritmo em que sofre lesões que o paralisam", diz Victor Matsudo. Como a questão essencial é praticar exercícios de forma constante, atividades intensas nem sempre são uma boa opção. "O importante é fazer atividades físicas com regularidade, não com seriedade", diz o epidemiologista Adrian Bauman, da Universidade de New South Wales, na Austrália. (...) .
Resenha:
Várias pessoas morrem por causa de doenças crônicas, só que as razões dessas doenças não tinham sido estudadas corretamente, pois o índice de mortes consequentes das atitudes “desequilibradas” das atuais gerações (sedentarismo, má alimentação, etc...) é muito alto, sendo que a prevenção desses males é muito mais fácil do que imaginávamos.
Se todos os cuidados fossem devidamente tomados, não seria prioridade buscar a cura para doenças crônicas, pois o índice dessas seria muito mais baixo do que é atualmente, ou seja, a medicina utilizou muito tempo para desenvolver remédios contra essas enfermidades ao invés de se preocupar em preveni-las, o que levou a população a se acostumar com hábitos cada vez mais sedentários e com uma alimentação cada vez mais desequilibrada que resulta nos altos níveis de falecimentos por ataques cardíacos, os enfartes do miocárdio, a hipertensão e outras doenças cardíacas.
O melhor modo para evitá-las é mantendo uma dieta equilibrada, e mantendo uma atividade física, de pelo menos 30 minutos por dia, não é importante a intensidade do exercício, mas sim que seja feito com freqüência. É fato que pessoas que obedecem as recomendações anteriores têm muito menos chances de sofrer ataques cardíacos (por exemplo), mesmo pessoas obesas, com problema de excesso de colesterol, com diabete ou com hipertensão, que tenham hábitos corretos, tem risco menor de adquirir doenças crônicas do que pessoas que não estejam encaixadas nos grupos anteriores porém tenham hábitos sedentários, então é provada a importância do exercício físico, que tem relação direta com a saúde.
Fontes:
Dicionário Aurélio,http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal,
http://cantinhodostreinadores.wordpress.com/2007/01/03/principios-fisiologicos-do-treino/, http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/doencas+cronicas/doencascronicas.htm
Projeto “Em prol da Saúde!”
Para combater o sedentarismo dentro de nossa instituição é necessário transmitir a importância de realizar exercícios físicos com frequência, através do incentivo ao esporte, e realizando atividades físicas em conjunto, para atrair os jovens, que são a esperança de boa qualidade de vida.
Ao menos um fim de semana por mês promover, com ajuda da diretoria, eventos que reúnam os alunos em prol da atividade física, com instrução na parte de alongamento e na realização dos exercícios, que podem ser em forma de competição, por exemplo.
Exigir comprometimento dos alunos, pois eles são o que movimenta o projeto, sem o entendimento disto é em vão todo o trabalho dos professores e organizadores.
Com o apoio da administração da IFPR, implantar atividades facultativas para serem realizadas pelos alunos durante o intervalo, como a prática de esportes ou alongamento.
Num acordo entre diretoria e professores, modificar a alimentação disponível na cantina da escola por uma dieta mais saudável e nutritiva, pois a alimentação é outro fator relevante na mudança do estilo de vida sedentário.
Para combater o sedentarismo dentro de nossa instituição é necessário transmitir a importância de realizar exercícios físicos com frequência, através do incentivo ao esporte, e realizando atividades físicas em conjunto, para atrair os jovens, que são a esperança de boa qualidade de vida.
Ao menos um fim de semana por mês promover, com ajuda da diretoria, eventos que reúnam os alunos em prol da atividade física, com instrução na parte de alongamento e na realização dos exercícios, que podem ser em forma de competição, por exemplo.
Exigir comprometimento dos alunos, pois eles são o que movimenta o projeto, sem o entendimento disto é em vão todo o trabalho dos professores e organizadores.
Com o apoio da administração da IFPR, implantar atividades facultativas para serem realizadas pelos alunos durante o intervalo, como a prática de esportes ou alongamento.
Num acordo entre diretoria e professores, modificar a alimentação disponível na cantina da escola por uma dieta mais saudável e nutritiva, pois a alimentação é outro fator relevante na mudança do estilo de vida sedentário.
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